Ontem assisti ao filme “Julie & Julia”. Meryl Streep é Julia, esposa de um diplomata americano que, durante uma temporada em Paris, decide aprender a cozinhar para passar o tempo. Apaixonada por comer, Julia transforma a culinária em seu passatempo preferido e idealiza um livro de cozinha francesa para americanas que não têm cozinheiras.
Julie, por sua vez, é uma jovem mulher, prestes a completar 30 anos e que tem a sua (quase) xará como ídolo. A personagem, interpretada por Amy Adams, é uma escritora frustrada, que trabalha atendendo ligações e ouvindo problemas de pessoas atingidas pelo 11 de setembro. Rodeada de amigas (ditas) bem-sucedidas e com uma vida “confortável”, Julie começa a questionar os rumos que a sua própria vida tomou e não vê nela nenhuma grande realização.
É aqui que as duas personagens, de tempos diferentes, se encontram. Julie, em busca de um desafio na vida, decide que, no prazo de um ano, prepararia as 524 receitas do livro de Julia. Para tal, ela cria um blog onde relata a sua experiência.
Enredo e roteiro à parte, quero me focar numa parte específica do filme. Um diálogo entre Julia e seu marido. Ela diz que se sente incompleta, de algum jeito, por nunca ter completado nada na vida. Sempre, em algum ponto, ela acabava desistindo de qualquer empreitada. Para superar esse estigma, ela se apega à duas atividades que lhe são prazerosas: escrever e cozinhar. E, para que o desafio dê certo, ela se auto-impõe prazos e promete a si mesma que, dessa vez, ela não desiste.
Esse trecho, de poucos minutos, me fez pensar no propósito deste blog. Numa conclusão simplista, até certo ponto, vi que a minha motivação vem das palavras. Toda e qualquer palavra. E também da vontade de juntá-las, uma por uma, até formar um texto que satisfaça tanto quem lê quanto a mim.
Sempre fui apaixonada por palavras. E pela capacidade que o ser humano tem de contar histórias incríveis, fazendo o uso delas. Ou dela. Cada palavra tem em si todo uma história, todo um significado. Aliás, revelo aqui um “segredo”. A minha palavra preferida na língua portuguesa: desnorteada(o).
Como pode uma simples palavra, com onze letras, ter embutida em si tanto significado? Era assim, desnorteada, que Julia estava quando encontrou a culinária, que Julie estava quando encontrou Julia e que eu estava quando encontrei as duas.
Oi Luizinha!
Eu já havia visto o filme e foi depois de descobrir que você já havia criado o blog!
Claro que logo lembrei de você com as suas palavras!
Comece logo!
Beijos
Oi querida!
Tah de bloguinho novo eh? hehehehehe
eh dificil de acompanhar!
Semana que vem to ai!!! eeeeeeeeeeeeeee
Reserva um tempinho pra mim!!
Beijos
Rá, gostei! E acho que vi o trailer deste filme…afinal, me conte o que vc achou do filme…
beijo guria!